Terapia genética impede sequelas do zika vírus em teste com camundongos

Estudo usou nanopartículas para levar, diretamente aos fetos dos animais, os antivirais que inibem a ação do vírus.

Cognys

  • 29/11/2021
  • 0
  • 0
  • 0
Favoritar
A falta de políticas públicas para controlar a expansão do Aedes aegypti coloca todos em estado de alerta quanto ao próximo possível surto da doença, aponta especialista. (Fonte: iStock)

Coordenado pelo pesquisador Zhiwei Wu, um estudo realizado na Universidade de Nanquim, na China, usou técnica de silenciamento gênico para impedir a transmissão do zika vírus para os fetos de camundongos. Para isso, a equipe se apropriou de nanopartículas, conhecidas como vesículas extracelulares (sEVs), para levar, diretamente aos fetos dos animais, os medicamentos antivirais que inibem a ação do vírus.

Apesar de ser considerada uma doença com sintomas mais leves que seus ‘’parentes’’, a dengue e a chikungunya (ambas também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti), a zika entrou no radar brasileiro no período entre 2015 e 2016 como uma emergência sanitária. O grande aumento de casos teve um pico significativo sobretudo na região nordeste do país. Segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 20 mil casos suspeitos de Síndrome Congênita associada à infecção pelo Zika vírus (SCZ) foram notificados. 

De acordo com Bernadete Perez, médica sanitarista e professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), não há nada que aponte para que melhoras significativas que propiciaram o surto do vírus zika no Brasil em 2015 tenham sido resolvidas. Nesse sentido, a professora aponta que a falta de políticas públicas para controlar a expansão do Aedes aegypti coloca todos em estado de alerta quanto ao próximo possível surto da doença. “É muito difícil erradicar o mosquito, já que ele está adaptado às cidades, mas é plenamente possível controlar a presença”, analisou.

Link da notícia completa, clique aqui.

COGNYS
MEDICINA
zikavirus
pesquisa
terapiagenica
fonte: UOL