Pesquisadores da USP identificam novo mecanismo de controle da inflamação sistêmica

Descoberta traz novos caminhos para entender a importância da comunicação entre órgãos em infecções graves ou generalizadas.

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  • 26/11/2021
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O próximo passo é entender esse mecanismo em doenças infecciosas propriamente ditas. (Fonte: iStock)

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP identificaram que macrófagos do baço e do fígado se comunicam e atuam no controle da inflamação sistêmica – resposta natural do sistema imunológico a infecções graves. Conforme apontam os especialistas, a descoberta abre novos caminhos para se entender a importância da comunicação entre órgãos em infecções graves ou generalizadas, o que pode auxiliar no estudo de novos tratamentos para a condição.

Segundo o pesquisador Alexandre Steiner, coordenador do estudo, com melhor entendimento acerca das conexões entre órgãos será possível traçar estratégias para uma medicina personalizada. “A ativação do sistema imune poderia ser feita por meio da administração de leucotrieno B4 ou de outro composto similar, por exemplo. Ao mesmo tempo, para diminuir essa atividade, podemos aplicar um antagonista de leucotrieno B4 – que não impede a produção de TNF e o combate à infecção, apenas reduz”, aponta Steiner.

O estudo foi desenvolvido a partir de modelos de inflamação sistêmica induzida por lipopolissacarídeos (LPS), que são fragmentos de bactérias. O próximo passo do grupo é entender esse mecanismo em doenças infecciosas propriamente ditas e entender em quais situações há uma maior ou menor ativação do eixo baço-fígado. “Além disso, buscamos compreender qual é a influência da obesidade, do envelhecimento e de outras condições nesse contexto”, afirma Steiner.

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fonte: Jornal da USP