Descoberta de moléculas pode ajudar a criar anticoncepcionais mais eficazes

Além do potencial no desenvolvimento de anticoncepcionais, a técnica também pode ajudar muito na fertilização in vitro.

Cognys

  • 03/12/2021
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Investigando os jovens blastoides, a equipe identificou que os epiblastos mandam mais sinais moleculares importantes aos trofoblastos, responsáveis pela placenta. (Fonte: iStock)

Cientistas da Academia Austríaca de Ciências divulgaram, no começo deste ano, um método que foi responsável por gerar os primeiros embriões humanos em estágio inicial em uma placa de Petri. Agora, a mesma equipe divulgou, em revista científica, que duas diferentes moléculas utilizadas nessas estruturas se mostraram promissoras para o desenvolvimento de anticoncepcionais aprimorados e de procedimentos de fertilização in vitro mais eficientes. 

Investigando os jovens blastoides, a equipe identificou que os epiblastos mandam mais sinais moleculares importantes aos trofoblastos, responsáveis pela placenta. Além disso, eles determinam que um lado do embrião primitivo fique pegasojo. Nesse sentido, se os blastoides são depositados em células cultivadas do revestimento do útero humano, eles alcançam e se posicionam nessa parte viscosa, se fixando no tecido e replicando, dessa forma, os eventos que ocorrem no começo da gravidez. Com isso, os pesquisadores encontraram uma molécula natural chamada SC144 que evita que o blastoide grude nas células uterinas, impedindo a implantação, apontando, dessa forma novos horizontes para o desenvolvimento de uma nova geração de anticoncepcionais.

Contudo, de acordo com Rovin Lovell-Badge, professor e geneticista do Instituto Francis Crick, no Reino Unido, é necessário ter cautela quanto às descobertas. "Para realmente saber se essas ou outras estruturas semelhantes a embriões baseadas em células-tronco podem ser usadas para modelar com precisão aspectos do desenvolvimento de embriões humanos normais, serão necessárias comparações detalhadas com embriões humanos normais e, de preferência, sua cultura em estágios além de 14 dias, quando a complexidade embrionária começa a se desenvolver", aponta.

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fonte: Correio Braziliense