Novembro Azul: o combate ao câncer de próstata em 2021

Dos avanços na ciência à luta contra o câncer de próstata na pandemia, conheça os desafios e avanços deste ano.

  • 10/11/2021
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Conheça a campanha do Novembro Azul e os desafios do câncer de próstata em 2021. (Fonte: iStock)

No mês de novembro acontece uma das campanhas mais tradicionais do calendário da saúde: o Novembro Azul. Com objetivo de conscientizar e informar a população masculina sobre o câncer de próstata, é uma das campanhas que mais ganhou força nos últimos anos e vem atingindo um público cada vez maior.

Em 2021, no entanto, a campanha do Novembro Azul tem alguns novos desafios que não estiveram presentes em anos anteriores. Assim como pode ser percebido em outros serviços de saúde, a prevenção e tratamento do câncer de próstata enfrentou uma barreira a mais durante a pandemia. Agora, com a vacinação no Brasil chegando próximo da meta, a expectativa é que a campanha possa ser retomada com força total.

Por outro lado, o combate à doença teve avanços científicos importantes acontecendo no ano de 2021. É o caso dos estudos apresentados no ASCO 2021, que mostraram importantes progressos no tratamento da metástase e da forma intermediária do câncer de próstata.

Pensando nisso, o Cognys preparou um resumo do cenário para o câncer de próstata em 2021. Confira a seguir as principais descobertas, o histórico da campanha, os números da doença e a importância do diagnóstico precoce.

A campanha do Novembro Azul


A campanha surgiu em 2003, mas só chegou ao Brasil em 2011, quando ganhou o nome de Novembro Azul. (Fonte: iStock)

A origem da campanha está na Austrália, em 2003, um movimento que só cresceu desde então e que hoje conta com o respaldo dos profissionais da saúde. Dessa forma, o mês de novembro vem se tornando, cada vez mais, um marco não só na luta contra o câncer de próstata, mas também na conscientização sobre a importância da saúde da população masculina.

No Brasil, o nome Novembro Azul e vários dos objetivos que são levantados anualmente chegaram em 2011, através do Instituto Lado a Lado Pela Vida, uma Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos. Assim como no restante do mundo, a campanha cresceu exponencialmente e conta hoje com o apoio de importantes instituições, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Câncer de próstata na pandemia: desafios e alerta


A Sociedade Brasileira de Urologia alertou para os riscos apresentados pela pandemia. (Fonte: iStock)

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens a partir de 50 anos, ou 45 anos para aqueles que apresentam algum dos fatores de risco, façam o exame de detecção rotineiramente para garantir uma detecção precoce. Segundo o INCA, o diagnóstico precoce possibilita melhores resultados nos tratamentos, podendo facilitar o prognóstico da doença e aumentar as chances de cura.

Diante desse cenário, o câncer de próstata na pandemia enfrenta um inimigo invisível, mas muito perigoso: a queda no número de consultas médicas. Segundo a SBU, a partir de dados obtidos junto ao Ministério da Saúde, as cirurgias para retirada da próstata por câncer caíram em 21,5% em 2021, quando comparado aos anos de 2019 e 2020.

Outros números importantes também ajudam a entender como a pandemia impediu homens de cuidarem da saúde e de combater o câncer de próstata.  O número de consultas urológicas no SUS, por exemplo, caiu em 33,5%. Já as coletas do antígeno prostático específico (PSA) caíram 27%, enquanto as biópsias da próstata caíram 21%.

Além disso, outra preocupação dos especialistas é que muitos dos novos casos da doença não sejam detectados. Para Rodolfo Borges, coordenador do Departamento de Uro-oncologia da SBU, a avaliação presencial é indispensável e fundamental nas chances de cura: “Após a avaliação urológica, os pacientes portadores de doença de baixa agressividade, avaliados por meio de critérios histopatológicos, clínicos e dosagem do PSA, podem optar por essa modalidade de tratamento. Entretanto, necessitam ser monitorados para que em caso de progressão tumoral, o tratamento adequado seja instituído”, afirma.

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Câncer de Próstata no ASCO 2021: 2 descobertas importantes

O maior e mais importante congresso de oncologia clínica do mundo, o ASCO 2021 apresentou passos importantes no combate à doença. Foram duas descobertas marcantes, uma relacionada à efetividade de um fármaco contra a metástase do câncer de próstata e outra sobre uma possível alternativa de terapia para os casos intermediários da doença.

A primeira diz respeito a um estudo publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) que avaliou a eficácia do radiofármaco PSMA-177 Lu, formado pela união entre uma molécula de PSMA e a molécula Lutécio 177 (177 Lu) e desenvolvido pela Novartis. Em pesquisa feita com 831 homens, o medicamento aumentou a sobrevida dos participantes em 15,3 meses e reduziu em 60% a chance de progressão da doença.

Já o segundo estudo, realizado nos Estados Unidos, analisou os benefícios da terapia fotodinâmica com alvo vascular, uma terapia focal que busca tratar apenas a área afetada. Feita com 46 homens em estágio intermediário da doença, a pesquisa concluiu que, depois de 12 meses, 83% deles não tinham registrado evolução da doença. No entanto, ainda são necessários novos estudos para que essa terapia seja aprovada como uma alternativa.

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