Conheça 8 cientistas negros que fizeram história

No dia 20 de novembro é celebrado o dia nacional da Consciência Negra. Conheça 8 pesquisadores negros que marcaram a ciência.

  • 19/11/2021
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Além de políticas públicas, a valorização da cultura negra e o seu papel na produção de conhecimento são importantes ferramentas de transformação. (Fonte: iStock)

Mesmo com mais de um século após a abolição da escravatura, ainda é perceptível os resquícios que esse período tão perverso da história do Brasil deixou na vida de alguns grupos sociais até os dias de hoje.

Esse impacto pode ser sentido na quantidade de professores negros nas escolas, na quantidade de profissionais da saúde negros nos atendimentos, ou até mesmo na quantidade de cientistas negros que fazem parte da história da ciência. Na iminência do Dia da Consciência Negra, que é celebrado no dia 20 de novembro, essas reflexões se fazem ainda mais importantes.

Ao olhar para a história, é possível perceber que a Ciência não está isenta das marcas deixadas pela escravização das populações negras e indígenas. Com isso, apesar do papel fundamental desempenhado por pesquisadores negros nos últimos séculos, essa parcela da população ainda se encontra subrepresentada em espaços acadêmicos, além de sofrerem com a invibilização de seus trabalhos nesses espaços, uma vez que o racismo ainda é tão presente no Brasil.

A mestra e doutoranda em Filosofias Africanas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Katiúscia Ribeiro, em uma palestra organizada pelo TEDxUnisinos, intitulada ‘’(RE)ancestralizar as vozes através das filosofias africanas’’, diz que “Entender quem nós fomos nos ajuda a entender quem queremos ser’’. A fala da pesquisadora ressalta a importância de se conhecer a verdadeira história do seu povo, para, então, saber quem é e o que quer ser; valorizando a cultura afrobrasileira.

Desse modo, além de políticas públicas, como as ações afirmativas e as políticas de cotas, a valorização da cultura negra e o seu papel na produção de conhecimento também são importantes ferramentas de transformação desse contexto.

Pensando nisso, o Cognys preparou uma lista com 8 pesquisadores negros que enfrentaram o racismo e entraram para a história da ciência com suas respectivas contribuições intelectuais aos seus campos de estudo. Confira a seguir.

1. Ernest Everett Just (1883 - 1941)

Ernest Just foi um biólogo, acadêmico, educador e escritor científico norte-americano, com atuação no campo da zoologia e botânica. Sua maior contribuição para a ciência foi reconhecer o papel fundamental da superfície celular no desenvolvimento dos organismos. Ao longo de sua vida e atuação acadêmica, Just desenvolveu pesquisas nos Estados Unidos, na Itália, na Alemanha e na França.

2. Saint Elmo Brady (1884 - 1966)

Saint Elmo Brady foi um cientista e químico norte-americano. Entre suas grandes conquistas, estão o fato de ser o primeiro homem negro a conquistar um título de doutorado em Química nos Estados Unidos. Brady também atuou como professor universitário por décadas e ajudou a captar recursos para universidades historicamente negras.

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3. Alice Ball (1892 - 1916)

Sendo a primeira mulher a se formar na Universidade do Havaí, Alice Ball foi uma química. Ela também foi a primeira mulher negra a ser professora de química na Universidade.

Aos 23 anos, criou o método Ball, sua grande contribuição para a ciência. O método consiste em um tratamento químico que ajudou a curar a lepra e aliviou a vida de centenas de pessoas, que não foram mais obrigadas a se exilar de suas famílias.

Ball morreu aos 24 anos, acredita-se que o motivo por inalar gás clorídrico acidentalmente no laboratório. Em todo ano bissexto, no dia 29 de fevereiro, comemora-se o Alice Ball Day no Havaí.

4. Jane Cooke Wright (1919-2013)

Conhecida como a "mãe da quimioterapia", Wright desenvolveu novas formas de testar fármacos contra o câncer e de tratar tumores difíceis de serem alcançados. É válido ressaltar que Wright foi co-fundadora da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

"O trabalho de Jane Wright não só era científico, mas também foi visionário para toda a ciência da oncologia", afirma Sandra Swain, médica norte-americana e ex-presidente da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

5 - Patricia Bath (1942 - )

Patricia Bath foi uma médica oftalmologista, nascida em Nova Iorque, nos Estados Unidos, formada pela Universidade de Howard. Bath tem uma carreira marcada pelo seu brilhante trabalho contra a catarata e pelo seu pioneirismo.

A médica oftalmologista foi responsável pelo desenvolvimento do tratamento a laser para a catarata, procedimento revolucionário e bem menos doloroso aos pacientes. Além disso, ela também foi a fundadora do Instituto Americano pela Prevenção da Cegueira. Além disso, sua atuação profissional foi fundamental para ampliar o oferecimento de serviços oftalmológicos para comunidades pobres.

6 - Sonia Guimarães (1957 - )

A brasileira Sonia Guimarães nasceu em Brotas, no interior do estado de São Paulo, e fez história na ciência brasileira ao se tornar a primeira mulher negra doutora em física no país.

Além disso, Sonia foi a primeira professora negra do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele entrou na instituição em 1993, três anos antes do ITA permitir a participação de mulheres no quadro de alunos. 

7 - Simone Maia Evaristo

Especialista em biologia e citotecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Simone Maia Evaristo é presidente da Associação Nacional de Citotecnologia (Anacito). Além disso, também atua na área de ensino técnico do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

8 - Viviane dos Santos Barbosa

Nordestina, nascida no estado da Bahia, a pesquisadora Viviane dos Santos Barbosa é uma química formada na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Viviane ganhou destaque internacional em 2010, quando foi premiada internacionalmente na Finlândia, concorrendo entre 800 trabalhos O prêmio durante a International Aerosol Conference  foi concedido por criar um produto catalisador que reduz significativamente a emissão de gases poluentes no ar.

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